CRISE ? Solução : “Habilidade Vendas”

Vender não é ruim, quando se entende o porquê, para que e como… Essa habilidade já é exercitada por todos, de forma inconsciente, as vezes. Vamos conversar um pouco sobre isso e você vai entender que a solução em momentos de crise é se reinventar e para isso a “venda” acaba se tornando essencial.

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Esse tal corona vírus

 

man in yellow protective suit
Foto por cottonbro em Pexels.com

RJ, 1º de Abril de 2020 – 18º DIA DE ISOLAMENTO

Aqui na cidade, no pais, no mundo, passamos por um acontecimento que ainda não havia experimentado na vida, e que ainda está provocando medo geral, coisa que parece prenunciar o final dos tempos, que navega entre o fantástico e o aterrorizante. Algo que só tinha visto em filmes de ficção ou em livros distópicos, como Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, O “Conto de Aia” de Margaret Atwood ou “Bird Box : Caixa de Pássaros” de Josh Malerman, livro de 2015, transformado recentemente em série da Netflix. Isso, olhando apenas para as transformações de comportamento social. Não me refiro a vitimização fatal, humana, que é surpreendente, para não dizer atemorizante, mas à mudança no modo de vida influenciada por números que ascendem em uma velocidade assustadora. Dão o nome de “corona vírus” ou especificamente “COVID-19”, uma pandemia que está eliminado no mundo todo milhares de pessoas. Os especialistas preveem que o número de mortos chegará a mais de milhão. Depois de tantas crises que o mundo já passou, essa sem dúvida, ligada diretamente ao setor da saúde, só tem comparação com a gripe espanhola que infectou mais de 500 milhões de pessoas, entre 1918 e 1920 e dizimou mais de 50 milhões. É claro que a ciência está bem desenvolvida hoje, de lá para cá, vacinas para diversos vírus foram desenvolvidas, mas a natureza biológica, à frente do homem, prega peças, ela sempre estará alguns passos adiante nas surpresas apresentadas. São esses, os rotineiros desafios que a ciência enfrenta, convidada a dar respostas em tempo recorde, sob pena de prejuízos inenarráveis, concitando o mundo acadêmico a avançar em pesquisas e estudos para o controle do mal que assola a todos. Confesso que estava vivendo, antes de começar a ficar preocupado com os primeiros acontecimentos noticiados, e que tinha a China como protagonista, uma vida normal com todos os ingredientes que um homem de meia idade atravessa, a preocupação com as contas, o rendimento escolar do filho que se encontra ainda no primário, o financiamento da casa que estava vinculado ao IPCA, alguma mudança no trabalho público que poderia ser anunciada pelos superiores hierárquicos, métodos nutricionais e suplementos da ortomolecular que tinham relação com o antienvelhecimento, o próximo livro que leria… Ou seja nada que pudesse tirar tanto a tranquilidade de um chefe de família, mero mortal que transita pela terra em uma simples, segura e previsível vida. A morte iminente de pessoas próximas ou conhecidos, talvez a minha própria não era uma preocupação do dia a dia. Depois de cair a ficha, e ela cai mais cedo ou mais tarde para todos, a começar pelos hipocondríacos e finalizando com os fanáticos do campo politico ou religioso, somos praticamente obrigados, pelas autoridades ou pela própria consciência (esta agora fuzilada pela maioria do isolamento social) a parar e seguir os especialistas, infectologistas, virologistas, sanitaristas, do mundo inteiro que apregoam o isolamento como forma de conter a disseminação virótica e a falência do sistema de saúde, que não teriam recursos para a multidão de doentes que a vigilância higiênica, social ou individual, poderia produzir. É claro que parar um pais, e dilatando a visão, parar o mundo, significaria sério risco à econômica, não há duvida. E foi exatamente por isso que alguns lideres (compromissados com resultados financeiros) e seus seguidores, começaram um movimento em prol no “Não vamos parar” (aqui no Brasil teve esse nome), significando o não ao isolamento social e mas a continuidade da rotina na ida diária ao trabalho. Não faltou coro nas vozes daqueles que levantavam a bandeira do “Direito a vida” em primeiro lugar. Os preocupados com a lógica matemática do “se trabalho ganho, compro, e vivo, se não trabalho, não ganho, não compro e morro” construíram as mil teorias que contrárias a disseminação pandêmica, demostra principalmente que o nosso pais foge das regras da contaminação do vírus e sua ofensividade fisiopatológica, em relação por exemplo, aos países que tiveram a estratosférica baixa de humanos contaminados, como Itália e Espanha. Mesmo com maioria dos cientistas desse setor se manifestarem a favor do isolamento, como a justiça, os políticos que alargaram a visão cientifica e lideres que iniciaram o discurso do “deixa disso que não é nada”, porque agora muitos experimentaram na pele a excessiva morte de pessoas em seus próprios países, ainda percebemos o sussurro, agora tímido e contrariado, daqueles que, tenho certeza, esperam com certa ansiedade o resultado final. A regra do isolamento ganhou. Se no Brasil nossa estatística de perdas for baixa, tenho certeza que os que defendiam a proposta do povo nas ruas ou o isolamento vertical (pessoas vulneráveis, os idosos e/ou doentes crônicos em casa) irão dizer: “Viu, esse vírus nunca foi de nada? “. “Nós sabíamos. “ Mas como sabiam? Um caso novo e surpreendente como esse”?! Um problema que levou às nações desenvolvidas, em todos os setores resultados negativos nunca esperados, não pode ser analisado pela intuição ou ideias empíricas de pessoas que se prevalecem de um nível qualquer de representatividade popular. Aliás temos que analisar essa autoridade construída ou a representatividade popular como algo dinâmico em constate jogo de ganha e perde. A importância e relevância de nossas opiniões em uma sociedade global e conectada pelas redes no mundo todo é coisa comparada ao sucesso de um ganhador de BBB, hoje adorado e amanhã esquecido. Bom, estamos atravessando essa quarentena, o stress vai e vem, acho que o povo está mais calmo. Quando se vive novas realidades alarmantes durante um tempo, analgésicos próprios do corpo social são produzidos automaticamente. Estamos alertas sim, mas um pouco mais sedados, encarando com uma relativa normalidade… Hoje a Itália, o pais mais afetado, anuncia que ampliará a quarentena até o dia 13 de abril. No Rio de Janeiro, hoje primeiro de abril, desejaria acreditar que tudo foi ou é uma mentira, mas considerando que estamos no inicio desse processo, sem absoluta certeza do melhor resultado, atravessamos, oficialmente, o 18º dia de isolamento. Será que Deus sabe disso tudo? Se sabe, faz vista grossa? E se faz vista grossa, está buscando, na condição de Pai de todos, em estagio mais avançado, uma punição educativa? Sigo com a fé e esperança que vençamos mais uma batalha no planeta. O mundo será, sem duvida uma pouco mais diferente com tudo isso. O saldo dessa historia poderá nos salvar, talvez, de coisa pior, assim faço agora a minha reflexão do dia. Esse é um senhor tempo que espanta e impulsiona, mas “compositor de destinos e tambor de todos os ritmos, permita, que eu entre num acordo contigo”:
– Mas uma chance, vamos melhorar.

Tarcisio Figueiredo